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Raios em Minas Gerais: por que MG lidera o ranking de descargas no Brasil
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Raios em Minas Gerais: por que MG lidera o ranking de descargas no Brasil

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Minas Gerais não é apenas o estado com maior número de municípios do Brasil — é também um dos campeões nacionais em incidência de raios. Para quem trabalha com proteção atmosférica, entender os fatores que tornam MG tão suscetível a descargas é fundamental para projetar sistemas eficazes.

Os números de Minas Gerais

Segundo dados do ELAT (Grupo de Eletricidade Atmosférica do INPE), Minas Gerais registra entre 5 e 8 milhões de descargas atmosféricas por ano — um dos maiores índices do país. A densidade média é de 8 a 12 raios por km² por ano, chegando a 20 raios/km²/ano em algumas regiões do estado.

Para comparação: regiões de baixa incidência na Europa registram menos de 1 raio/km²/ano.

Por que Minas tem tantos raios?

A alta incidência de raios em MG resulta de uma combinação de fatores geográficos e climáticos:

As regiões mais afetadas em MG

Dentro de Minas, as regiões de maior incidência são:

"Contagem está na área de influência direta da Serra da Moeda, que intensifica a formação de tempestades na RMBH. O município registra média de 9 raios/km²/ano — valor que coloca toda edificação sem SPDA em risco elevado."

O que isso significa para o seu SPDA

Alta incidência de raios eleva o risco calculado pela análise de NBR 5419. Edificações em Minas Gerais frequentemente enquadram em NPR I ou II — os níveis mais rigorosos — o que exige sistemas SPDA mais robustos do que os projetados para regiões de menor atividade elétrica.

A M-TEC utiliza mapas de densidade de descargas atualizados do INPE para calibrar a análise de risco de cada projeto, garantindo que o nível de proteção corresponda à real ameaça da região.