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Para-raios Franklin, Gaiola de Faraday ou ESE: qual escolher?
Técnico

Para-raios Franklin, Gaiola de Faraday ou ESE: qual escolher?

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Ao contratar um projeto SPDA, uma das primeiras dúvidas é: qual tipo de captador devo usar? Franklin, Gaiola de Faraday ou o polêmico ESE (Early Streamer Emission)? A resposta depende de fatores técnicos, normativos e econômicos — e há muita informação equivocada no mercado.

Para-raios Franklin (haste simples)

Inventado por Benjamin Franklin no século XVIII, o para-raios de haste simples é o sistema mais difundido e comprovado científicamente. Funciona pelo princípio da proteção cônica: uma haste metálica pontiaguda instalada no ponto mais alto da edificação cria uma zona de proteção em formato de cone ao seu redor.

Indicado para: residências, edifícios de médio porte, estruturas simples com área de cobertura bem definida.

Vantagens: baixo custo, longa vida útil, fácil manutenção, totalmente aceito pela NBR 5419.

Limitações: a área de proteção por haste é limitada; edificações de grande área horizontal precisam de múltiplas hastes.

Gaiola de Faraday (sistema de malha)

A Gaiola de Faraday consiste em uma malha de condutores instalada sobre toda a superfície da edificação, interligada por condutores de descida e ao sistema de aterramento. A NBR 5419 define os espaçamentos máximos da malha conforme o Nível de Proteção (NPR I a IV).

Indicado para: edificações de grande área, galpões industriais, hospitais, data centers e estruturas de NPR I ou II.

Vantagens: proteção mais uniforme e confiável, sem zonas descobertas, menor risco de tensão de passo no interior.

Limitações: custo mais elevado, instalação mais complexa, impacto estético na fachada.

ESE (Early Streamer Emission) — o ponto polêmico

Os captadores ESE alegam emitir um "precursor" que "atrai" o raio para um raio maior do que o Franklin convencional. Fabricantes afirmam raios de proteção de 50 m a 150 m com uma única haste — muito além do que a física estabelecida permite.

"A NBR 5419 atual não reconhece os captadores ESE como sistema de proteção válido. Qualquer SPDA baseado exclusivamente em ESE não está em conformidade com a norma brasileira."

Estudos independentes, incluindo pesquisas da Universidade de Florida e da Universidade de São Paulo, não encontraram evidências científicas de que os ESE ofereçam maior proteção do que captadores convencionais equivalentes. O que existe é um forte marketing comercial.

O que a M-TEC recomenda

Nossa equipe projeta sistemas baseados exclusivamente em soluções reconhecidas pela NBR 5419 — hastes Franklin, malhas tipo Faraday, ou combinações de ambos — dimensionadas rigorosamente pela análise de risco da norma. Garantimos proteção técnica comprovada, com ART e laudo válidos para seguradoras e órgãos fiscalizadores.